quarta-feira, 3 de abril de 2013
Lixo
Camarada, tem lixo pacas nesse mundo, tanto lixo, cansei de lixo: tem garrafa no banco de jardim, copo de plástico na grama, a praça toda cagada, tem perua que joga a guimba na areia da praia e deixa a merda do cachorrinho miniatura na calçada, tem neguinho atirando papel de macdonalds pro chão, tem esgoto saindo na Lagoa, peixe assassinado, motorista de ônibus matando gente, político, pastor, 39 ministérios, PM de fuzil fora da janela, crackudo sendo atropelado - e depois tem todo esse lixo no jornal. Sabe qual é o título de hoje? Não quer saber? Chega de lixo , né, camarada? Dá até vontade de tomar banho. Em casa, porque essa fonte da Santos Dumont está cheia de merda. E agora partiu. Vai limpo, vai com o coração branco.
sábado, 30 de março de 2013
haiku da pré-ressureição
de que vale o teu regresso se
todos os anos te voltam a matar
aprende a nossa lição: é tempo de salve-se quem puder
quinta-feira, 28 de março de 2013
Deveria ser leitura obrigatória nas escolas
"Like many others, Jonathan Safran Foer spent his teenage and college years oscillating between omnivore and vegetarian. But on the brink of fatherhood—facing the prospect of having to make dietary choices on a child’s behalf—his casual questioning took on an urgency. This quest ultimately required him to visit factory farms in the middle of the night, dissect the emotional ingredients of meals from his childhood, and probe some of his most primal instincts about right and wrong.
This book is what he found. Brilliantly synthesizing philosophy, literature, science, memoir, and his own detective work, Eating Animals explores the many stories we use to justify our eating habits—folklore and pop culture, family traditions and national myth, apparent facts and inherent fictions—and how such tales can lull us into a brutal forgetting.
Marked by Foer’s moral ferocity and unvarying generosity, as well as the humor and style that made his previous books, Everything Is Illuminated and Extremely Loud and Incredibly Close, widely loved, Foer’s latest tour de force informs and delights, challenging us to explore what is too often conveniently brushed aside. A celebration and a reckoning, Eating Animals is a story about the stories we’ve told—and the stories we now need to tell."
This book is what he found. Brilliantly synthesizing philosophy, literature, science, memoir, and his own detective work, Eating Animals explores the many stories we use to justify our eating habits—folklore and pop culture, family traditions and national myth, apparent facts and inherent fictions—and how such tales can lull us into a brutal forgetting.
Marked by Foer’s moral ferocity and unvarying generosity, as well as the humor and style that made his previous books, Everything Is Illuminated and Extremely Loud and Incredibly Close, widely loved, Foer’s latest tour de force informs and delights, challenging us to explore what is too often conveniently brushed aside. A celebration and a reckoning, Eating Animals is a story about the stories we’ve told—and the stories we now need to tell."
quarta-feira, 27 de março de 2013
Bad Jesus
Num momento de alegado progresso do Brasil, não tenho a menor dúvida de que a religião organizada - com o intuito de roubar, enganar e controlar - é um dos grandes empecilhos para um maior desenvolvimento mental (e não só) deste país. Propagam a ignorância, o medo, o ódio, a extorsão, a promiscuidade entre estado e religião e a intolerância com quem não professa a estupidez que louvam todos os dias.
Dia 6 nas Fnac e Bertrand e dia 8 nas restantes livrarias
"Não existe uma escrita mais radical do que esta em Portugal: Hugo Gonçalves é um romântico, um poeta e um boémio com o misterioso dom da narrativa. Agarra-nos pelo colarinho e não nos larga até estarmos feitos num oito. Imperdível."
João Tordo.
Para que servem os amigos? Entre muitas outras coisas, para nos mostrar algo belo, novo, que nos mude. O texto do escritor Luiz Biajoni sobre Luís Capucho - cantor e autor, com uma história incrível - além de escrito por alguém que sabe e sente o que fala, abre-me um mundo novo.
Fica aqui um excerto.
A voz é suave e as músicas remetem ao Caetano Veloso dos anos 90. Em 1996, porém, Capucho teve uma crise convulsiva violenta, uma neurotoxoplasmose em decorrência da baixa imunidade por HIV, que o deixou em coma durante um mês, afetando sua coordenação motora e sua fala. Ele ficou sabendo da AIDS apenas depois de acordar do coma. Mal recuperado e sem conseguir tocar, dedicou-se à literatura como forma de recompor sua memória e treinar a coordenação motora, escrevendo à mão em uma agenda velha. Compôs, assim, Cinema Orly, um romance confessional recheado de sexo homossexual, lançado em 1999, que venceu um prêmio de Direitos Humanos.
Para ler na íntegra clique aqui.
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