quarta-feira, 25 de abril de 2012

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Johnny be good


1
Johnny nunca vira um elefante na savana embora tivesse sido concebido em África, num território onde os paquidermes eram comuns.

Johnny olhou para o animal, que não tombou com o primeiro tiro. Johnny só começou a correr após o segundo disparado, como todos os jornais viriam a relatar mais tarde.


2
Há vinte e três anos, a mãe transportara Johnny, ainda alimentado pela placenta, entre o continente da fome negra e a promessa do continente branco, numa patera, com mar calmo e desembarque nas praias mediterrânicas durante a noite. Foi apanhada pela polícia, mas como estava grávida não podia ser deportada.

Johnny cresceu na Europa vigorosa da indústria automóvel, do advento das telecomunicações, das obras públicas que davam trabalho aos que chegavam de fora, como a mãe de Johnny, que viveu em três cidades europeias, até se casar com um primo, e montar um mercado com produtos do seu país.

Johny era bom aluno, cidadão com passaporte, um exemplo da integração e do modelo de desenvolvimento. Terminada a faculdade, foi escolhido no processo de seleção para ajudante pessoal do monarca do país. Já não vestia sua alteza da cabeça aos pés, como aconteceria séculos antes, e teve uma notoriedade incomum para o posto que ocupava. Os jornais fizeram perfis sobre o rapaz africano, que atravessara Gibraltar na barriga da mãe – uma família que cruzou a Europa até que, apoiada e motivada pelo sistema e pela bondade das gentes, conseguiu que o filho frequentasse os mesmos salões com chefes-de-estado, estrelas rock, celebridades cinematográficas, atletas de primeira linha.


3
O segundo tiro não acertou no animal. O elefante seguiu caminho, foi perdendo velocidade, cambaleava como os bêbedos, tombou junto de uma árvore que Johny não sabia o nome mas, estava seguro, vivia ali há mais tempo que toda a comitiva do safari em que participava o monarca.

Johny tinha uma namorada. Pensava casar e, mais tarde, depois do estágio com o rei, abrir um negócio, como fez sua mãe. Johny correu, por fim, mas não para o monarca, que jazia no pó, sangrando da cara porque a arma, com defeito, rebentara no momento do segundo disparo.

Johny correu para o elefante e, mais tarde, os jornais e as televisões repetiram o relato desse detalhe como a mesma insistência com que um adolescente relembra a sua primeira experiência sexual nos dias subsequentes ao extraordinário evento.

Contrataram-no para fazer anúncios de produtos orgânicos, de carros amigos do ambiente e de bancos e companhias de energia que se esforçam por dar miminhos aos clientes em função de um mundo melhor e sem poluição.


4
Johny ficou famoso.

O rei desfigurado.

E um cronista social, malvado e megalómano, tornou famoso o cognome do rei, aquele pelo qual ficará conhecido nos manuais de história: “Trombinhas”.

Houve manifestações nas redes sociais e em certas ruas por causa do incidente com o elefante. Escreveram-se crónicas a favor da caça e outras em desprimor da raça. Homem que é homem mata o que come, diziam uns. Vais pedir um double cheese de elefante?, diziam outros.

Johnny foi despedido, meses depois, quando ninguém já se lembrava dele ou do animal assassinado. O rei chamou-o e disse:

“O senhor preferiu ir em resgate do animal do que salvar o seu monarca.”

Trombinhas tinha saído, recentemente, de uma plástica de sucesso que, no entanto, não o impedia de parecer o Homem Elefante.

“O animal, como se percebe pela ação da justiça do Acaso na sua tromba, é vossa alteza. Diria mesmo uma real cavalgadura (sem insultar os equídeos) e uma majestosa bosta de vaca (igualmente sem desprimor para o trânsito intestinal dos bovinos)”.

5
Johnny abriu um mercado, teve um filho e jamais se mudou para África ou voltou a ver um elefante na savana. Quando o rei morreu, engasgado na azeitona de um dry Martini, a bordo de um iate onde pescava tubarões, Johnny fugiu do luto oficial e das cerimónias nas ruas. Levou o filho ao zoológico. Não era a savana nem havia árvores ancestrais, mas Johny habituara-se, há muito, que a procura da excelência pode ser frustrante. O zoo servia.

Desrespeitando os cartazes que pediam para não alimentar os animais, Johnny deu amendoins ao filho e disse que os atirasse na direção dos elefantes.

Johnny inquietou-se, pensando se, no futuro, o seu filho seria caçador, se abandonaria um cão, se compraria bilhetes para a tourada.

Depois, um pensamento deu-lhe algum descanso:

“Quanto à forma como o meu filho irá tratar os animais, está tudo em aberto. Mas ao menos sei que não tem a sina amaldiçoada de um dia ser rei.”

terça-feira, 17 de abril de 2012

Folhetim eletrónico do viajante Joaquim Paixão Leal Filho


Conheci Joaquim Paixão Leal Filho no início deste ano e, desde então, reparei como falava dos mais variados assuntos de uma forma epistolar. Se por acaso nos encontrávamos num boteco, era capaz de dizer-me: “No outro dia escrevi ao meu pai para lhe contar que o Benfica tem uma barraca na praia de Ipanema” ou “Mandei um email ao meu irmão para dizer-lhe que aqui gordura é formosura” ou “Hoje recebi notícias da minha mãe, foi a uma palestra do Paulo Coelho, em Zurique.”

Não sendo amigos, já tínhamos partilhado várias festas e mesas de esplanada. Juntava-nos, além da nacionalidade, o facto de nos conhecermos, embora sem nunca nos termos cumprimentado, desde a adolescência. .

Um dia, na festa de uma amiga no Alto Leblon, perguntei-lhe porque falava daquela maneira, referindo-se sempre à correspondência que mantinha com familiares e amigos.

“Não me tinha apercebido disso”, comentou.

Sendo eu, há pouco tempo, editor no Rio de Janeiro, farejei ali uma oportunidade.

“Tu tens lábia e sabes contar uma história. Aposto que tens muita coisa escrita.”

“Nem por isso, além dos emails, não tenho mais nada.”

Pedi para ler os tais emails e, na semana seguinte, propus editar um livro com a sua correspondência eletrónica dos últimos dois anos. Ele disse que não, que não ia estragar papel ou matar árvores e que não via o interesse da publicação.

Uma semana após ter recusado, ligou-me e perguntou:

“E se for num blog?”

“Eu tenho um blog.”, respondi.

“Logo vi.”

Ficou acordado que Joaquim escolheria os emails e que poderia apagar nomes ou algumas referências que identificassem terceiros – mais ou menos como desfocar a cara das criancinhas nas revistas de ficção e coscuvilhice social. Todas as semanas me mandaria três emails, eu poderia não publicá-los, se apresentasse uma razão válida.

“Tipo quê?”, perguntou ele.

“Tipo serem uma merda.”

No dia seguinte recebi os três primeiros textos.

Desde Janeiro que as encomendas não param de chegar semanalmente.

Começo agora a publicar alguns desses emails.

Quando perguntei porque tinha mudado de ideias e resolvera tornar pública a sua correspondência, Joaquim Paixão Leal Filho, respondeu:

“Vá se lá saber, apeteceu-me.”

(muda de ideias amiúde e tem revelações como se fossem gases)

“E além disso os livros têm demasiada dignidade para mim. Eu preciso de bas-fond. Os blogs são o bas-fond das belas letras, como tu.”

Entre as muitas coisas que se podem dizer de Joaquim Paixão Leal Filho, uma parece-me hoje a mais evidente. Nunca sabemos ao certo quando está a gozar connosco, com a mesa do lado ou com o mundo inteiro.



Feliz Ano Novo

Santa Teresa, Rio de Janeiro, 01 Janeiro de 2012

Querido Pai,

Gostaria de lhe dizer que estou com uma daquelas ressacas que nem um bloody mary do avô Domingos ou sequer uma omelete mista da Cleonice poderiam curar, mas a verdade é que me apresento tão saudável como os velhos imortais que madrugam para correr na orla de Copacabana.

O pai não tem nada a ver com estes maratonistas da terceira idade (desculpe se lhe estou a chamar velho, mas já conta com cinco netos e duas operações de peito aberto). Isto é gente que não aceita barrigas, matadores profissionais da caloria, uma rapaziada com muito amor pelas atividades ao ar livre.

O pai, que sempre preferiu bares e casinos, talvez não se interessasse muito pelo Rio de Janeiro, mas ontem aconteceu qualquer coisa de excecional que pode alterar o meu movimento perpétuo de nomadismo. Perdi a conta dos países por onde passei nos últimos dois anos. Tudo se esgotava rapidamente, como se entrasse num centro comercial para uma sessão de compras – em vez de sapatos adquiria experiências com cogumelos nas escarpas verdes das Astúrias, em vez de joias recolhia o amor e a amizade de outros viajantes em comboios e pequenos quartos atafulhados de mochilas, em vez de eletrodomésticos, telemóveis e aplicações, colecionava a diferença, a marginalidade, o luxo como prémio e o prazer como ofício.

Ontem choveu muito. Passei o fim de ano numa cobertura do Arpoador, com vista para os fogos-de-artifício. Havia dezenas de cruzeiros na baía, milhões de pessoas nas ruas da cidade.

O pai sabe como sou praticante ferrenho da autopsicoterapia de pacotilha (o pai fuma charuto, eu tenho meus vícios), e quando, depois da meia-noite, vi as manchas de luz desbotada pela chuva em vez da pirotecnia em todo o seu esplendor de réveillon, quando olhei à minha volta e vi mulheres bonitas, copos ao alto e corpos em saldo, champanhe tão caro que nem o pai estaria disposto a pagar por ele, percebi finalmente que já nada pulsava de emoção, percebi que estava tão apagado e aquém de mim como como os fogos-de-artifício na noite chuvosa do Rio – muita pólvora e pouca chama.

Um psicoterapeuta poderia suspeitar que se tratava de início de depressão. Sei que o pai me diria para arranjar um emprego ou um passatempo (xadrez, pesca, jiu jitsu?) e que a mãe voltaria a sugerir que me casasse com ---------, mas garanto-lhe que não temos diante de nós um típico caso de spleen. Não só estou no século errado para sofrer de aborrecimento de classe, como me molestam cada vez mais as pessoas que, tendo tudo, não se saciam com nada.

Há dois anos que viajo e antes que o dinheiro que ganhámos (e o ócio a que nos entregámos) possa tornar-me indolente e queixinhas, decidi fazer alguma coisa.

A grande notícia é essa, embora não lhe saiba dizer exatamente qual será o meu propósito.

Só posso dizer que, na noite passada, saí da cobertura sem beber mais que um gin tónico e fui passear para a praia de Ipanema.

Caminhei pela areia como se atraído pelo magnetismo do morro Dois Irmãos, cujo topo estava envolto numa película de nuvens peganhentas e chuva molha parvos. Não sei como dizer-lhe o que se passou, mas (como lhe contar isto?), olhe, tive uma ereção.
Há aqui um poder no mato, uma pujança na terra, nas pedras, nas cachoeiras e no voo dos urubus.

Isto aqui é diferente. Espero, em breve, poder explicar-lhe com mais precisão e propriedade do que falo. Só aqui estou há uma semana e por agora trata-se de um palpite, de uma intuição física – a tal ereção? (Acha estranho que me tenha acontecido isso? O avô dizia que andar de pau feito era sinal de saúde e boa esperança. Mas o avô elevou essa certeza ao paroxismo anedótico: morreu num bordel das Filipinas com 79 anos.)

Talvez esta coisa das ereções desprevenidas em momentos de mudança seja apanágio da família. Há quem tenha manchas de pele que passam de pai para filho, um determinado tipo de nariz, as mãos e os pés idênticos, mas nós, os Paixão Leal, sentimos tusa caso se nos ocorra uma epifania.

Ontem não dormi sozinho, mas também não me apaixonei.

É nesta cidade, pai, que tanto tresanda a lixo como cheira a maresia, que tanto nos tolhe o passo como nos atira ao céu, é nesta cidade que ficarei nos próximos meses. Se decidir passar com o seu barco por estas margens, avise-me. Este é o meu número brasileiro 21--------, ligue-me quando quiser. Gostaria muito que percebe na pele aquilo que sinto – lembro-me agora que, ao falar-me dos seus tempos em África, me descreveu essa pulsão física para abraçarmos árvores, essa pequenez, e ao mesmo tempo pertença, se mergulhamos na imensidão do mato e do oceano; ou o clima colado na pele e os cheiros mais molhados, mais pungentes, um mundo onde se respira outro tipo de ar, o céu cor de enxofre um segundo antes da tempestade, os pássaros que soam como buzinas de camiões antigos sempre que nasce e se põe o sol (ainda não consegui descobrir como se chamam essas aves que ouço em todo o lado.)

Por agora, estou em casa de um amigo escritor. É um holandês que enriqueceu com estufas de cannabis e, como nós, escapou da crise com a conta bem almofadada. Há dois anos que vive aqui, em Santa Teresa.

Mas isso dá outra carta. Desejo-lhe um feliz ano novo. Tenho saudades, o seu filho

Joaquim

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Manifesto do feminista (parte 1)


O feminista manifesta o seu amor pelas mulheres todos os dias.

O feminista ama todas as mulheres. Umas mais que as outras.

O feminista ama uma mulher.

O feminista não é um grouppie das mulheres – é um apreciador, um contra-peso, o oponente e o parceiro, aquele que celebra a beleza do que lhe é contrário.

O feminista devora o corpo e cuida do resto.

O feminista cuida do resto com carinhos sem ter fim e algumas qualidades culinárias.

O feminista antecipa as necessidades, prescreve o antídoto para os amuos, também segura forte nos pulsos depois de fazer as pazes.

O feminista não aproveita o ônibus para encostar a mão, não cospe piropos babados, não faz cerco quando as mulheres dançam na pista.

O feminista não força, não enquadra contra a parede, entende com a razão e o instinto quando lhe dizem “não”.

O feminista força, enquadra contra a parede, quando faz parte do jogo.

O feminista pode partir a cara de um homem que levante a mão para uma mulher.

O feminista diz sempre que sim quando uma mulher lhe pede para passar à frente para ir no banheiro dos homens.

O feminista olha, aprecia, mas não persegue.

O feminista deixa bilhetinhos a mulheres em cafés.

O feminista gosta de dar prazer.

O feminista gosta de ter prazer.

O feminista, no que se refere à depilação feminina, segue o aforismo popular: se cabe no biquíni, cabe na minha vida.

O feminista tem fetiche com sapatos de salto.

O feminista abre portas, levanta-se da mesa para cumprimentar, não se importa que vá ela dirigindo, é cavalheiro mas jamais membro de um clube exclusivo para homens.

O feminista não tem afecto pelo Photoshop nem por botox, não se importa com estrias, percebe a atracção das cicatrizes, das marcas, do peito descaído.

O feminista não joga golf, não usa écharpes, não faz juízos.

O feminista não queima soutiãs, desaperta-os sem encalhar no fecho, com a destreza de um joelheiro e a arte de um pianista.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Heterossexuais contestatárias


Depois de me emocionar com a prosa do arquitecto, no Sol, sobre "Os Homossexuais Contestatários", inspirei-me no seu texto para retratar outra maleita dos tempos modernos.




À minha frente, no elevador, está uma mulher de 34 ou 35 anos. Pelo decote, emissão de feromonas e pela forma como balança o pé dentro do sapato de salto, percebo que é heterossexual.

Estamos no elevador do Shopping da Gávea, no Rio de Janeiro, e sim, vou começar com detalhes descritivos como: trabalho naquela zona, subo e desço a rua muitas vezes, gosto muito de subir a rua, e de descer também; bebo um copo de água a meio da manhã; a Gávea é um lugar com muitas mulheres bonitas; não sei porque as mulheres bonitas escolhem certas zonas da cidade, mas, de facto, ali nos cruzamos com muitas mulheres bonitas – quase tantas como gays no Chiado.

(Se eu escrever assim e explicar tudo muito bem explicadinho, contando a minha vida desde que lavo os dentes de manhã até que ato os cordões das meias de dormir à noitinha, fica tudo mais claro e a minha singular voz literária permanecerá para sempre na cabeça dos leitores tal como a minha prosa nobelizável perpetuará sua luz nas bibliotecas do mundo inteiro.)

Julgo ser notório que a comunidade heterossexual feminina tem vindo a crescer não só no Rio de Janeiro, mas em múltiplas outras metrópoles – e a maioria queixa-se do elevado número de homens hetero imprestáveis para um namoro de verão, quanto mais para casar e ter filhos. Elas estão aí e são insolentes.

Como todos sabemos, caiu o muro de Berlim, o Fidel patina, eu li muitos livros que explicam isto, a juventude é rebelde e agora já fiz um enquadramento histórico para concluir brilhantemente que: ser hoje uma mulher heterossexual de 30 e tal anos, solteira ou sem parceiro, é moda ou uma forma de contestação.

Uma amiga minha pensou fazer uma tatuagem, participar numa manifestação a favor da legalização da maconha ou fundar uma banda de punk rock, mas depois, influenciada por amigos e pelas celebridades que assumem a sua heterossexualidade em público, resolveu ser uma trintona nos píncaros da prestação sexual, sem parceiro permanente e orgulhosa da sua condição (ela ainda não decidiu se é uma doença, se é assim porque é assim, ou se é apenas vulnerável às tendências da estação).

Durante anos, as mulheres heterossexuais de trinta e tal anos tiveram de viver num sistema que não permitia que se assumissem, muitas casavam e tinham filhos para escamotear a sua condição. Conheci umas quantas que, muitos anos mais tarde, largaram tudo e saíram do armário. Sem as lutas ideológicas da Guerra Fria, sem o confronto geracional de antanho, a insolência maior é agora ser uma mulher heterossexual de trinta e tal anos.

Quando olho para a mulher no elevador, para a forma como ostenta a sua heterossexualidade, o peito apertado, as pernas lisas e altas, não posso deixar de pensar que a sua opção é uma forma de negação radical, porque rejeita a relação homem-mulher como ela deve ser. O macho passa a ser o caçado. E a verdade é que, naquele elevador, me senti como a zebra coxa cruzando o território da leoa.

Esta mudança de paradigma, em que o homem é usado para satisfação da mulher sem fins de procriação, é um caso bicudo de niilismo, uma ausência de continuidade da espécie, como o insecto fêmea que come a cabeça do macho no final da cópula.

Sempre que uma mulher heterossexual de trinta anos tem relações com um homem sem envolvimento emocional e gravidez subsequente, morre um marinheiro no mar. E se uma dessas mulheres tem relações com outra mulher, então nesse caso morrem três fadas, dois atuns e um unicórnio.

Além de nociva, a exposição da heterossexualidade destas mulheres é, para concluir, uma moda, uma birra, um acessório no kit da noite, uma forma de chamar à atenção.

Moral da história?

Talvez o que dizia aquele grande gayzão, Oscar Wilde:

“The only thing worst than being talked about, is not being talked about”

Tradução muito livre: ser polémico é melhor que ser apenas nulo.

Moral da história 2: You go girls.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Continuarei a mandar postais

Todos os ais são meus









Talk to the hand 'cause the face ain't listening








Não quero mais toalhas molhadas em cima da cama












Quem rouba as minhas meias a cada lavagem?